A Fifa confirmou nesta terça-feira que recebeu 11 cartas de intenção de candidatos às Copas do Mundo de 2018 e 2022, entre elas as de Inglaterra, Rússia e a conjunta de Espanha e Portugal.
Também entram na disputa Holanda e Bélgica, com outra proposta única, Austrália, Estados Unidos, Indonésia, Japão, México, Catar e Coréia do Sul. O prazo final para comunicar o interesse expirou na segunda-feira.
Os formulários de candidatura deverão ser enviados antes do dia 16 de março. O Comitê Executivo elegerá as sedes dos dois Mundiais em dezembro de 2010.
"É extraordinário que tantos e tão dignos países tenham interesse em sediar nossa mais importante competição. A disputa será muito acirrada e a Fifa assegurará que prevaleça o fair play", comentou o suíço Joseph Blatter, presidente do organismo.
Em tempos de crise, o dirigente destacou o papel da Fifa "de se aproximar do mundo e comovê-lo, utilizando o futebol como símbolo de esperança e integração especialmente com a Copa, uma competição verdadeiramente global".
"Por esta razão, a Fifa pediu a todos os candidatos que façam o possível para que o poder do futebol seja utilizado para estimular as pessoas a serem solidárias e agir por uma mudança positiva no mundo", acrescentou.
Em visita ao Uruguai, o dirigente mostrou preferência pelas candidaturas únicas. O único mundial organizado por dois países foi em 2002, com Coréia do Sul e Japão - agora com propostas separadas.
A próxima Copa do Mundo será no ano de 2010, na África do Sul, a primeira no continente. Em 2014, será a vez de o Brasil voltar a sediar o torneio.
A Fifa entende que, para abrigar um Mundial com 32 países, são necessários aproximadamente 12 estádios, com capacidades de entre 40 mil pessoas, para jogos da fase de grupos, e 80 mil para o confronto de abertura e a final.
Outro fator bastante cobrado diz respeito às estruturas de telecomunicações, transmissão pela televisão, transporte e hospedagem, que devem ser de última geração.


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