terça-feira, 20 de janeiro de 2009

MySpace entrega dados de 90 mil criminosos sexuais à Justiça

Em resposta a uma procuração judicial, o MySpace está entregando nesta terça-feira à Justiça dos Estados Unidos os nomes de 90 mil criminosos sexuais que foram identificados e bloqueados pelo site ao longo dos últimos dois anos.

O combate aos criminosos sexuais tem sido uma grande prioridade para o MySpace. Há cerca de um ano, a rede social fechou um acordo de proteção á infância com 49 estados americanos, implantando uma série de medidas de segurança, como o policiamento do site contra conteúdo abusivo e a remoção de perfis de suspeitos.

Segundo o blog Tech Crunch, o resultado foi um número 36% menor de cadastros de criminosos sexuais no site.

O MySpace usa um software que ajudou a desenvolver, chamado Sentinal SAFE, para comparar seus usuários com uma lista de 700 mil criminosos registrados pela polícia. A tecnologia compara 120 pontos de identificação - incluindo nome, data de nascimento, foto, tatuagens e cicatrizes - e bloqueia as combinações positivas.

As novas medidas aparecem em um momento tomado por críticas em relação ao enorme problema que é a presença de predadores sexuais no MySpace e outras redes sociais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Digitalização de livros pelo Google segue gerando polêmica

Em 2002, o Google começou a beber o milkshake do mundo dos livros. Na época, segundo a história oficial do gigante de buscas na web, ele começou um "projeto secreto de livros". Hoje, o projeto é conhecido como Pesquisa de Livros do Google e, com o suporte de um acordo jurídico, promete transformar a forma pela qual a informação é coletada: quem controla a maioria dos livros; quem tem acesso a esses livros; como o acesso será vendido e alcançado. Em outras palavras, haverá sangue.

Como os barões do petróleo no final do século XIX, o Google está sedento por uma matéria-prima vital - conteúdo digital. Nas palavras de Daniel J. Clancy, diretor de engenharia da Pesquisa de Livros do Google, "o núcleo do nosso negócio é busca e descoberta, e buscas e descobertas melhoram com mais conteúdo."

Ele pode mesmo soar como um prospector de petróleo quando afirma que o Google começou seu esforço de digitalizar milhões de livros "porque há uma quantidade imensa de informação disponível por aí," acrescentando posteriormente, "e não vimos ninguém mais fazendo isso."

Mas existe uma distinção crucial. Diferente de Daniel Plainview, o anti-herói do filme Sangue Negro (There Will Be Blood), interpretado por Daniel Day-Lewis, que gargalha ao descrever como seu equipamento pode sugar o petróleo submerso da propriedade de outras pessoas - beber seus milkshakes, se preferir -, os originais dos livros copiados pelo Google continuam a existir.

Em vez disso, a "propriedade" sendo invadida é representada por direitos autorais e outros tipos de posse. Haverá processos.

Na última edição da New York Review of Books, Robert Darnton, dirigente do sistema de bibliotecas de Harvard, escreve sobre o acordo jurídico do Google com a paixão de um militante na ditadura. "O Google vai desfrutar de algo que pode apenas ser chamado de monopólio - um novo tipo de monopólio, não de ferrovias ou aço, mas de acesso à informação," escreve Darnton. "O Google não tem competidores sérios."

Acrescenta, "apenas o Google tem o dinheiro para digitalizar em grande escala. E através do acordo com autores e editoras, ele pode explorar seu poder financeiro protegido por uma barreira legal, já que a ação pública cobre a classe inteira de autores e editoras."

O Google está certamente solidificando uma posição dominante no mundo dos livros ao digitalizar as maiores coleções do planetao. Ele conta com um princípio matemático básico: não importa quantos volumes Harvard ou Oxford tenham, nenhuma dessas universidades tem mais que Oxford, Harvard, Michigan e outras juntas.

Segundo Darnton, o acordo (que o juiz ainda precisa aprovar) "vai dar ao Google o controle sobre a digitalização de praticamente todos os livros protegidos por direitos autorais nos Estados Unidos."

Enquanto o Google possuir um conjunto de milhões de livros que apenas ele pode oferecer ao público, argumenta, ele terá um monopólio a ser explorado. Você quer aquela dissertação de 1953 sobre o planejamento do Estado alemão? Terá de pagar. Ou, algo mais sério, sua biblioteca quer acesso irrestrito a esses milhões de livros? Terá de adquirir assinatura.

Apesar de Harvard ter permitido que o Google digitalizasse suas obras de domínio público, a universidade ainda não concordou com o desfecho legal. "Ao contrário de muitos relatos, Harvard não rejeitou o acordo," escreveu Darnton por e-mail, no qual disse que seu artigo "não tem a intenção de atacar o Google." "Ela está estudando a situação enquanto o acordo proposto avança nos processos do tribunal."

Para acadêmicos que acompanham a natureza dinâmica do conteúdo da internet, sem mencionar os funcionários do Google, a idéia do Google como um barão industrial é fantasiosa. O Google não tem interesse em controle de conteúdo, disse Clancy, e nos poucos casos em que cria seu próprio conteúdo - mapas ou informação financeira, por exemplo - ele procura torná-lo disponível gratuitamente.

Eben Moglen, professor de Direito de Columbia e ativista do conteúdo aberto, coloca da seguinte forma: se a briga pela digitalização de livros fosse uma de fabricantes de carroça contra montadoras automobilísticas, o Google seria a rodovia.

Para aqueles que escrevem sobre a importância da Pesquisa de Livros do Google - e um pequeno grupo a respeito tem se formado online nesses poucos meses - não é o papel do Google como dono do conteúdo que os preocupa. Nem a digitalização em si: é a centralização - e homogeneização - da informação.

Para Thomas Augst, professor de Inglês da Universidade de Nova York que estuda a história das bibliotecas, inclusive aquelas do passado que funcionavam como negócios, o significativo é que a digitalização de livros está acabando com a distinção entre bibliotecas circulantes, direcionadas ao público, e bibliotecas de pesquisa, direcionadas a acadêmicos. Mas não é como se qualquer um do público pudesse entrar na biblioteca de Harvard.

"Uma forma de olhar o que o Google está fazendo," disse, "é que ele está aumentando a circulação de livros e diminuindo essas diferenças." Como resultado final, o acordo para ação pública de direitos autorais digitais tem potencial para tornar as bibliotecas físicas novamente relevantes. Cada biblioteca pública terá um computador com acesso completo à Pesquisa de Livros do Google, um serviço que viria como parte de uma assinatura paga.

Uma das preocupações de Darnton é que apenas um computador talvez não seja suficiente para satisfazer a demanda do público. Mas Augst já vê um grande benefício.

O Google está "criando uma nova razão para visitar bibliotecas públicas, o que acho fantástico," disse. "Bibliotecas públicas têm função comunitária, uma função simbólica que só pode se realizar se as pessoas estiverem lá."

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Atriz da Record atribui sua beleza ao hábito de beber água


A atriz Karen Junqueira, 25 anos, tem um ritual simples e diário para ficar mais bonita e com a saúde em dia: beber muita água. O resultado é visível: pele viçosa, cabelos fortes, disposição para exercer as atividades diárias, corpo magro e sem sinal de celulite e, há muito tempo, não pega sequer um resfriado. Além de vital para a nossa sobrevivência, a bebida é uma aliada da beleza e da jovialidade.


"Nosso corpo é formado por cerca de 70% de água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades. A reposição desse líquido, portanto, é o grande segredo da saúde e da beleza em geral", afirma o endocrinologista Tércio Rocha.

Preocupada com a saúde, Karen Junqueira, a mutante Fúria da novela da Record Caminhos do Coração - Os Mutantes, conta que toma, em média, três litros por dia. "Bebo muita água, até porque, quando tinha 16 anos, tive uma infecção urinária e sentia muita cólica. Meu médico me deu uma bronca porque eu bebia pouca água. Atualmente, bebo uns três litros durante o dia. É o segredo para a beleza. Quando acordo, tomo logo um copo cheio e, quando vou dormir, também fica uma garrafinha d'água ao lado da cama", diz.

Ingestão insuficiente de água causa inúmeros problemas: baixa no sistema imunológico; desvitalização dos cabelos e descamação do couro cabeludo; distúrbios de concentração, sono e memória; ressecamento dos olhos e vias aéreas; baixa produção de saliva; e constipação. Isso sem falar em possíveis complicações renais, cardiorrespiratórias, reprodutoras e ósseas, além da falta de disposição - a baixa quantidade de água faz o sangue ficar mais viscoso e grosso, de circulação lenta.

O consumo mínimo deve ser de oito copos de água por dia. Mas o ideal são de dois a três litros. "A ingestão deve ocorrer independentemente da sede e ser constante e rigorosa. Não adianta deixar para tomar os dois a três litros necessários diariamente de uma só vez. Tem que ser ao longo do dia", diz Rocha.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Insulina pode ajudar a combater Alzheimer, diz pesquisa

A insulina, além de ser crucial para combater a diabetes, poderia frear ou reduzir a perda de memória típica do mal de Alzheimer, revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Um grupo de cientistas da Universidade Northwestern, de Chicago, que realizou o estudo acrescentou que este também demonstraria que o Alzheimer seria uma terceira forma de diabetes.

O Alzheimer é uma doença neurológica, progressiva e incurável que afeta principalmente os maiores de 65 anos. Ela se manifesta através da perda de memória e, depois, pela demência. Em uma análise de neurônios extraídos do hipocampo (o principal centro da memória no cérebro), os cientistas trataram essas células com insulina e o remédio rosiglitazone, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2.

Os cientistas descobriram que a insulina prevenia as lesões em neurônios expostos às proteínas tóxicas do Alzheimer (ADDLS), ao impedir que aderissem às células. Também descobriram que a proteção proporcionada pela insulina aumentava quando se somava o rosiglitazone. Até agora, sabia-se que os ADDLS atacavam as sinapses, ao aderir aos neurônios. Quando se consuma esse processo, os neurônios perdem a capacidade de responder à informação que recebem, o que dá como resultado a perda de memória.

Segundo os pesquisadores, o mecanismo de proteção da insulina ocorre em uma série de períodos que reduzem a aderência das ADDLS às sinapses. "O tratamento terapêutico que aumentar a sensibilidade à insulina no cérebro poderia oferecer novas formas de combater o Alzheimer", disse William Klein, pesquisador do Centro do Alzheimer e Neurologia do Conhecimento em Northwestern.

"A sensibilidade à insulina pode diminuir com a idade, o que apresenta um novo fator de risco para o mal de Alzheimer. Os resultados demonstram que, ao aumentar a insulina, seria possível proteger os neurônios de uma lesão", ressaltou. Sergio Ferreira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que a descoberta de que os medicamentos contra a diabetes protegem as sinapses oferece uma esperança de luta contra a perda da memória no mal de Alzheimer.

Ferreira acrescentou que, se for considerado que o Alzheimer é uma espécie de diabetes cerebral, "abre-se o caminho para novas descobertas cujo resultado final poderiam ser tratamentos modificados para a devastadora doença".

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ver TV em excesso pode causar depressão, diz estudo

O ato de assistir televisão em excesso durante a juventude pode estar associado aos riscos de depressão na idade adulta, assegura um estudo publicado nesta terça-feira pela revista americana Archives of Geral Psychiatry.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e da escola médica de Harvard concluiu que ver de forma excessiva televisão é algo comum entre jovens que desenvolvem depressões com o passar dos anos, sobretudo no caso dos homens.

Os encarregados do estudo, no entanto, não explicaram de que maneira a televisão afeta o futuro estado de ânimo da pessoa.

Para fazer esse estudo, foram medidos os hábitos de mais de quatro mil adolescentes e se calculou que cada hora de televisão diária fazia aumentar o risco de depressão em 8% .

Outros formatos de entretenimento audiovisual, como ver vídeos ou o uso de videogames não se refletiram como fator vinculado à depressão.

Os autores do estudo afirmaram que não se pode concluir a partir desse resultado que ver excessivamente televisão cause depressão, mas sim que este hábito se encontrou mais presente nos jovens que sofrem da doença com o passar dos anos.